Assembleia de Deus
Assembleia de Deus
Ministério Belém
Setor 06 - Congregação Jd. Monte Alegre
Pastor Presidente José Wellington Bezerra da Costa

Estudos Bíblicos > Adolescentes- NÃO É FÁCIL SER PAI... TAMPOUCO ADOLESCENTE!

NÃO É FÁCIL SER PAI... TAMPOUCO ADOLESCENTE!

Bárbara
Jurgensen

 

“Às vezes
teus pais não te compreendem ou não querem colocar-se em seu lugar. Você tentou
colocar-se no lugar deles?”

 


PAIS!
UFA!!

 

Os pais se
comportam, às vezes, de formas muito estranhas. Quando você é pequeno, sempre
andavam atrás de você dizendo para lavar as mãos e se pentear. Agora, se vêem
você diante do espelho, riem e falam que é um convencido. Não há quem os
entenda!
Em determinado momento estão furiosos porque dizem que é demasiado
independente; no minuto seguinte se queixam alegando que sempre está “grudado” a
eles e que não é suficientemente independente.
Te ridicularizam diante de
teus amigos, não respeitam sua vida privada; enfim, somente parecem desfrutar
amargurando a sua existência e fazendo-lhe a vida muito mais difícil do que já
é.
E, é a isto que se chama de “ser pais”?
Não se dão conta de que os
adolescentes também tem seus próprios sentimentos?
Sim, é claro que se dão
conta. Mas estão rodeados de tantos problemas, e preocupados por tantas
dificuldades, que a grande realidade de que você é um ser humano, com direito a
pensar, a sentir e a viver por você mesmo, às vezes parece ficar relegado a um
segundo plano.
O certo é que quando os filhos se convertem em adolescentes,
os pais enfrentam uma situação completamente nova, que a maioria das vezes é
surpreendente e inesperada: seus filhos queridos, bons e obedientes, se
convertem em um momento para outro em adolescentes voluntariosos e difíceis de
governar.
Da noite para o dia se vêem com toda sorte de novas situações:
seus filhos saem com garotas (ou vice-versa), assistem a excursões de vários
dias, praticam esportes perigosos, começam a trabalhar...
É verdade que
também eles passaram por tudo isto, mas com uma diferença: não como pais, senão
como adolescentes. Naquela ocasião os pais eram outros, que lutavam e reprimiam,
e era eles quem tocava exigir. Mas agora, tem passado a ocupar o lugar de pais,
e se sentem responsáveis por você, e na obrigação de ajudá-lo em toda classe de
dificuldades e problemas, a maioria dos quais são totalmente novos para você.
Deve compreender que para eles, somente o fato de viver com você, com seus
costumes, sua música e sua forma de se vestir, já lhes é difícil, quando não
frustrante. Não tem que ficar espantado, pois se algumas vezes se mostrarem
inquietos e preocupados.
Possivelmente passaram a ocupar sua posição de pais
sem estarem tão bem preparados como deveriam. Muitos pais arrastam consigo um
lastro de problemas de sua própria infância e juventude; problemas que às vezes
se remontam a várias gerações atrás, dentro da tradição da família. Têm todo
tipo de temores. Estão inseguros de suas próprias idéias e valores, e
possivelmente ainda não tem realizado um projeto de vida que os satisfaça
totalmente.
Por outra parte, seu crescimento e desenvolvimento tem criado
neles um sentimento mais vivo de dor que produz na vida a perda dessas coisas
que se querem.
Para alguns pais, ao dar-se conta de que seus filhos estão
crescendo também os faz perceberem de que estão envelhecendo, de que a vida
passa com rapidez; tem que enfrentar a triste realidade de que os anos passam
velozmente e ainda não tem alcançado os objetivos que se haviam proposto na
vida, e que possivelmente já não poderão alcançar.
Esse sentimento de
frustração pode conduzir os pais a uma ambição muito comum: tratar de conseguir
por seu intermédio tudo o que para eles foram sonhos impossíveis. E isto pode
chegar a ser uma verdadeira fonte de problemas.
Outra das razões que motiva
muitas vezes a intranqüilidade e o desassossego de seus pais são os comentários
da imprensa sensacionalista. Em revistas e periódicos lêem continuamente artigos
nos quais se afirma que os pais são responsáveis de todos os problemas da
juventude; que os pais são os culpados da degeneração social; que para ser bons
pais tem a obrigação de lutar até o fim. E isto os assusta. Nos dias de seus
avós, se João era um mal filho, e se comportava como tal, a culpa era do próprio
João, de ninguém mais. Em nossos dias, os seus pais são acusados por não haverem
sabido tratá-lo, educá-lo e encaminhá-lo corretamente.
Assim pois, deve
enfrentar a realidade: ainda que seja um filho modelo, um adolescente perfeito,
seus pais continuarão vendo problemas em você, enfrentando-o quase todo o tempo.
Não importa o que terá de fazer para agradá-los, não importa o muito que se
esforce em tratar de ser um paradigma de adolescente, seus pais seguirão
pensando que seus anos de adolescência são os mais difíceis que eles tem tido
que enfrentar.

 

ADOLESCENTES!
AI!

 

Assim vê você a
seus pais. Agora vejamos como eles vêem você. Os anos da adolescência não são
fáceis. Pode ser que ultimamente tenha crescido tanto que você já quase não se
reconhece. Ou quiçá, seja ao revés, e seu crescimento é tão lento comparado com
o de seus amigos, que te faz sentir um pouco criança quando está com eles.
Possivelmente, o desenvolvimento físico tenha feito você engordar muito e tenhas
pernas e braços gordos. Às vezes você se pergunta como te vêem os demais, e se
preocupa pensando se realmente chegará a ser o tipo de homem ou mulher que
gostaria.
Pouco a pouco, irá se sentindo mais filosófico e pensador. Terá
dado conta do que significa ser um mesmo, separado do grupo que formam os
demais. Ultimamente tem começado a perguntar-se quem você é, que é a vida e para
que está nela.
E o mal é que enfrenta estes problemas em um mundo que a maior
parte das vezes se lhe apresenta pouco amistoso, bastante hostil. Certamente a
adolescência pode chegar a ser uma época de verdadeira angústia. E a medida que
a maturidade se aproxima, a angústia aumenta. Te preocupa a possibilidade de
tomar decisões equivocadas - a carreira, o matrimônio, o trabalho, etc. Duvida
de sua capacidade para enfrentar todas as responsabilidades de um adulto maduro
e responsável.
Por isto quer que te compreendam, que reconheçam seu valor,
que se dêem conta de que é uma pessoa capaz de assumir responsabilidades. Mas os
que te rodeiam não parecem muito dispostos a ajudá-lo.
Se tem treze anos,
teus pais queixam-se de que é muito sensível, de que não se pode dizer-lhe
nenhuma palavra sem que você se inflame como pólvora. Por outra parte, alegam
que é pouco comunicativo, que não lhes conta nada e que sempre responde com
monossílabos às suas perguntas. Possivelmente, você também se dá conta de que
não é como os demais, todo amável e simpático como deveria ser, mas tem tantas
coisas em que pensar que não lhe sobra tempo para suportar as “tontices” da
família.
Se tem catorze, possivelmente já terá resolvido parte dos problemas
que te preocupavam aos treze. Sua atitude frente a seus pais é mais serena, e
também eles parecem compreendê-lo melhor; se esforçam em ajudá-lo mais e te
criticam menos.
Aos quinze anos o problema se agrava outra vez. Teus pais se
queixam de que quase não lhes dirige a palavra, de que você guarda tudo, de que
se comporta como um mal educado e se veste de forma desalinhada. A verdade é que
começas a sentir-se bastante independente. É certo que tens muitas coisas sobre
as quais gostaria de dialogar, mas não com seus pais! Você começou a descobrir
uma montanha de problemas da idade adulta que pouco a pouco estão aparecendo, e
ao mesmo tempo se dá conta de suas próprias limitações para superá-los. Com a
esperança de compreender melhor a você mesmo e aos que te rodeiam se tornou um
pouco psicológico. Não desanimes; a maioria dos problemas que agora enfrenta
desaparecerão no próximo ano.
Aos dezesseis as coisas mudam, você perceberá
que a vida não é tão difícil como pensava. Terá aprendido a controlar melhor
suas próprias emoções, e vai se sentir mais sociável e amistoso e tentará
compreender o ponto de vista dos demais. Sentirá mais confiança em si mesmo, e
isto fará ser possível opinar com melhor critérios os outros.
Terá alcançado
a primeira fase da maturidade, e pode ser que isto faça que com que seus pais,
ao perceberem que já não é tão criança, abram um pouco as mãos, o que motivará
maior compreensão. Quando lhe expor um problema, pode confiar em que o tratarão
como a um adulto. Pouco a pouco compreenderá que as restrições e proibições que
lhe haviam imposto, em certo sentido eram necessárias, e você se sentirá
agradecido pela maior margem de liberdade que lhe concedem. Ainda que seja
difícil aceitar as proibições que todavia te impõem, pouco a pouco dará conta de
que seus pais, no fundo, são bastante razoáveis, e de que se pode dialogar com
eles. Trate de aceitar a distância que o separa deles. Não se
arrependerá.
Talvez se sinta tentado a pensar que é demasiado difícil ser
adolescente. Tem razão. Mas lembre-se que não é fácil ser pais de um
adolescente.

 


COMO CONVIVER COM OS ADOLESCENTES

 


“Conviver com
adolescentes pode resultar em uma experiência estimulante e alegre, cheia de
novas idéias e de esperanças. Assim que... aprendamos a desfrutar desta
experiência.”

 


Sobreviver nem
sempre é fácil, sobretudo quando se tem um adolescente em casa. Mas as famílias
necessitam mais que a mera convivência. Necessitam também alegria, comunicação e
amizade. E não há razão alguma para que não tenham estas coisas.

 


1.
DEIXE QUE SE LEVANTEM POR SI MESMOS.

 

Algumas famílias
começam cada dia com uma pequena guerra, porque mamãe chama e ralha aos meninos,
chama e ralha, ralha e chama, e volta a repetir o processo uma e outra vez. O
adolescente resmunga metade dormindo, metade desperto: “É muito cedo!”,
“Chama-me novamente em cinco minutos”, ou simplesmente finge que não
escutou.
Como os adolescentes vivem lutando por sua independência, porque não
deixá-los que se independam desde cedo, na manhã (ou que comecem desde a manhã
de forma independente)? Chamá-los apenas uma vez. Se voltarem a dormir e como
resultado disto, perderem alguma atividade importante, logo aprenderá a lição.
Deste modo, a família evita uma quantidade de discussões e de
frustrações.

 

2. QUE OS
TOQUES DA QUEDA SEJAM FLEXÍVEIS.

 

Deve existir certa
flexibilidade nos horários fixados para voltar para casa e para ir dormir, e
esses horários devem ser discutidos com calma pelos afetados. Se você insiste
inflexivelmente em que seus adolescentes estejam de volta em casa a uma hora
determinada, isso pode privar a seus filhos de alguma atividade grupal
inofensiva e agradável, e de, se for esse o caso, ofendê-los
desnecessariamente.
No que me diz respeito, não creio que um adolescente que
volta para casa às nove da noite tenha menos probabilidade de “andar em algo”
que um que regresse à sua casa mais tarde. Me preocupa mais a natureza da saída,
a companhia e a disponibilidade de transporte.

 

3. ACEITE
AS DIFERENÇAS QUE EXISTEM ENTRE SEUS FILHOS.

 

Os filhos homens,
não tem porque ser íntimos amigos de seus irmãos ou vice-versa. Tampouco deve
pretender-se que sintam um particular agrado uns com respeito de outros. Às
vezes, seus interesses e personalidades são demasiado diferentes como para que
se possa esperar uma verdadeira afinidade entre eles.
Sem dúvida, os irmãos
deveriam aprender desde sua mais tenra idade a tratar-se mutuamente com
respeito; a respeitar os sentimentos, as idéias, o tempo, e os pertences de cada
um. Mas a menos que seja absolutamente necessário, penso que não é o melhor
fazer que um membro da família seja pesado com a responsabilidade de
outro.

 

4. SEJA UM
BOM OUVINTE.

 

A maior parte do
que tenho que escutar de meus filhos adolescentes, o tenho escutado entre a
meia-noite e as três da manhã. Quando me sinto tranqüilamente para ler ou
costurar, meus filhos se sentem menos ameaçados e estão mais predispostos a
abrir seu coração. Eles não querem conselhos (quem os quer?). O que querem é
falar a fim de clarear seus sentimentos e idéias.
Se eles estão indecisos
frente a dois possíveis cursos de ação, somente pergunte-lhes: “Se fizer isto, o
que pensa que será o resultado daqui a seis meses? Quais são as vantagens e as
desvantagens?”. Escutando-os, você pode ajudá-los a ver os dois lados do
problema. E sempre, uma pergunta ou sugestão pode colocá-los no caminho certo.
Mas é inútil tentar falar com os adolescentes a menos que eles também estejam
dispostos a fazê-lo.

 

5. NÃO SEJA
DOGMÁTICO.

 

Não perca o
controle nas discussões. Não diga: “Isso seria um grande erro. Não deve fazê-lo.
Não sabe o que está dizendo.”
É muito melhor dizer: “Porque pensa assim?
Conhece algum fato ou experiência que confirmem sua idéia? É uma idéia
interessante; creio que vale a pena considerá-la mais a fundo.”
Muitas
famílias tem o costume de despertar discussões com assuntos hipotéticos. Conheci
uma família que costumava discutir acaloradamente acerca de se um homem e uma
mulher deviam ou não viver juntos sem estar casados. Os adolescentes dessa
família não tinham a menor intenção de fazer isso, mas defendiam acaloradamente
o direito de seus amigos de decidirem por si mesmos.
Trate de desenvolver sua
sensibilidade a tal ponto que ela lhe permita saber quando colocar fim a uma
discussão.

 

6. MANTENHA
A CALMA.

 

Os adultos deveriam
ter maior domínio próprio e sabedoria que os adolescentes. Use essas qualidades
e lembre que os adolescentes são emotivos, sumamente susceptíveis e facilmente
inflamáveis.
Os adultos deveriam ser mais compreensivos com os adolescentes,
posto que já temos experimentado os sentimentos e os problemas que eles estão
vivendo. Deveríamos recordar as pressões e os sofrimentos de nossa própria
juventude: as repulsas ou indiferenças, as frustrações, a timidez, e o
acabrunhamento. Deveríamos demonstrar aos adolescentes que os aceitamos e que os
compreendemos.

 

7.
ESQUEÇAMOS AS PEQUENAS COISAS.

 

Concentre-se nos
assuntos de maior importância. Se você pode ser flexível no tamanho do cabelo, e
na escolha da roupa, é mais provável que seus filhos estejam dispostos a
responder às normas de comportamento que você espera que sigam em assuntos como
o respeito pelos demais, as responsabilidades financeiras, escolares e
trabalhos; o interesse pela família, pelos amigos e por seu bem-estar físico,
mental e espiritual.

 

8. CONSERVE
SEU SENSO DE HUMOR.

 

O humor, usado com
sabedoria, pode diluir muito uma situação difícil. Um gracejo ou um comentário
gracioso podem aliviar a tensão e fazer que todos se unam por meio do riso. Mas
evite a ironia, o sarcasmo, a burla, posto que os adolescentes são em geral,
reprimidos e muitos susceptíveis a tudo o que os possa ridicularizar.

 


9. NÃO
SE OPONHA A CADA AMIGO/AMIGA ESPECIAL COMO SE A RELAÇÃO FOSSE ACABAR
EM
CASAMENTO.

 

Trate de não
interferir. Não podemos saber de antemão qual relação se transformará em algo
duradouro e permanente; ou, no caso de que sejam duradouras e permanentes, quais
delas seguirão sendo felizes e estáveis.
Se seus filhos são felizes em casa e
com seus amigos, haverá menos possibilidades de que comecem relações
inadequadas, pois isto geralmente ocorre quando o adolescente se sente só,
miserável ou aborrecido.

 


10.
DESFRUTE DE SEUS FILHOS ADOLESCENTES ENQUANTO PODE.

 

Concentre-se no que
pode compartilhar com seus adolescentes e não nas diferenças que existem entre
você e eles.
Você tem visto com alegria como cresciam até converter-se em
adolescentes, e quer seguir sendo amigo de seus filhos. Trate então de gozar com
eles, e de guardar essa alegria como ela é, um tesouro.
Viver com
adolescentes pode ser às vezes uma questão de sobrevivência. Mas também pode ser
uma experiência estimulante e alegre, cheia de novas idéias e de esperanças.
Assim que... aprendamos a desfrutar desta experiência.



Confira Também:

Estudo sobre o significado e o valor espiritual da Ceia do Senhor (Nem Transubstanciação, nem Consubstanciação, nem Representação, a Ceia do Senhor é uma Realidade Espiritual).
A Volta de Cristo
O Deus que Procura
Tatuagens e piercing- O que diz a Bíblia sobre o uso de tatuagens?
Copyright © Assembleia de Deus - 2010 - 2019 - Todos os direitos reservados.
Rua: Percy Ivis, 73, Jardim Monte Alegre
Validado em  XHTML